Finanças em linguagem humana. / EBITDA — Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização

Rentabilidade

EBITDA — Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização

Resultado antes de tributos sobre o lucro, resultado financeiro, depreciação, amortização e exaustão — uma aproximação (não exata) da geração de caixa da operação.

O que é

EBITDA (ou LAJIDA, sigla em português), na forma padronizada pela CVM (Resolução CVM 156) para companhias abertas que optam por divulgá-lo, parte do resultado líquido e adiciona de volta os tributos sobre o lucro, o resultado financeiro líquido (despesas financeiras menos receitas financeiras) e as despesas de depreciação, amortização e exaustão. Essa forma básica NÃO exclui automaticamente itens não recorrentes, não operacionais ou de operações descontinuadas — por isso, empresas também costumam divulgar um 'EBITDA ajustado' com exclusões adicionais que NÃO seguem uma regra única entre companhias. O Lume Educa não calcula nem publica EBITDA para nenhum ativo hoje — falta uma linha padronizada e confiável de depreciação/amortização/exaustão disponível de forma uniforme nas demonstrações da CVM para todas as empresas (mesma limitação já documentada no verbete de Dívida Líquida/EBITDA).

Fórmula

EBITDA = EBIT (ver verbete) + Depreciação, Amortização e Exaustão do período. Uma forma equivalente, partindo do lucro líquido em vez do EBIT: EBITDA = Resultado Líquido + Tributos sobre o Lucro − Resultado Financeiro Líquido + Depreciação, Amortização e Exaustão — aqui o sinal do Resultado Financeiro importa: como o Resultado Antes dos Tributos = EBIT + Resultado Financeiro (a conta 3.06 da DRE, que pode vir positiva, quando há mais receita que despesa financeira, ou negativa), reconstruir o EBIT a partir do lucro líquido exige SUBTRAIR esse resultado financeiro, não somá-lo — inverter esse sinal é um erro comum ao montar a conta "de trás pra frente". O Lume Educa não tem campo de EBITDA nem monta essa conta: falta uma linha padronizada e confiável de depreciação/amortização/exaustão disponível de forma uniforme nas demonstrações da CVM pra todas as empresas (mesma limitação documentada no verbete de Dívida Líquida/EBITDA). Mesmo com o EBIT real disponível na demonstração completa (conta 3.05, ver verbete de EBIT), falta o D&A pra somar de volta — essa linha normalmente aparece só em nota explicativa ou na DFC, não de forma padronizada na DRE.

Como interpretar

EBITDA é usado como base de outros indicadores, como EV/EBITDA e Dívida Líquida/EBITDA, e é frequentemente citado como uma aproximação da geração operacional de caixa — mas mesmo a forma básica padronizada pela CVM não exclui itens não recorrentes, então é só uma aproximação (ver armadilhas abaixo).

Exemplo prático

Como o Lume Educa não calcula EBITDA pra nenhum ativo, o exemplo abaixo é totalmente hipotético — nenhum número vem do banco de dados: Empresa hipotética com EBIT de R$ 50 milhões no ano e despesas de depreciação e amortização de R$ 20 milhões no mesmo período: EBITDA = 50 + 20 = R$ 70 milhões. Isso significa que, se a empresa não tivesse nenhuma despesa de depreciação e amortização contabilizada naquele período, o resultado antes de juros e impostos teria sido R$ 70 milhões em vez de R$ 50 milhões.

Exemplo com dado real já coletado pelo Lume Educa — ilustra o cálculo, nunca uma recomendação sobre o ativo citado.

Armadilhas comuns

EBITDA NÃO é caixa: ignora capital de giro (dinheiro preso em estoque e contas a receber) e os investimentos que a empresa precisa fazer só pra manter a operação funcionando, muito menos pra crescer. O 'EBITDA ajustado' divulgado por cada empresa pode excluir itens diferentes (despesas não recorrentes, por exemplo) e não segue uma regra única — comparar o EBITDA ajustado de fontes diferentes sem checar a metodologia de cada uma pode levar a conclusões erradas.

Este artigo explica um conceito de mercado e como o Lume Educa o calcula. Não é recomendação de compra ou venda de nenhum ativo.

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