Finanças em linguagem humana. / Rating de Crédito

Endividamento

Rating de Crédito

Nota atribuída por uma agência de classificação de risco à capacidade e disposição de um emissor (empresa, governo) ou de uma emissão específica de dívida de honrar seus compromissos financeiros — não é um índice calculado a partir de uma fórmula única.

O que é

Emitido por agências especializadas (as três maiores globalmente são Standard & Poor's, Moody's e Fitch Ratings; no Brasil também atuam agências locais registradas na CVM), o rating combina análise quantitativa (indicadores como os de endividamento e cobertura de juros deste glossário) e qualitativa (governança, posição competitiva, ambiente regulatório, entre outros fatores) numa nota única, numa escala própria de cada agência (de AAA a D na escala da S&P e da Fitch; de Aaa a C na escala da Moody's). Ratings podem ser atribuídos em escala global ou nacional, e costumam separar "grau de investimento" (investment grade) de "grau especulativo" (junk/high yield) — o corte entre as duas faixas varia ligeiramente conforme a agência. O Lume Educa não coleta nem publica rating de crédito de nenhum emissor hoje; não há campo para isso no banco.

Fórmula

Não há fórmula de cálculo — é uma nota qualitativa/ordinal atribuída por metodologia proprietária de cada agência, combinando indicadores financeiros com fatores qualitativos. Não é reproduzível a partir só das demonstrações financeiras públicas.

Como interpretar

Rating é uma OPINIÃO da agência sobre risco de crédito relativo, não uma garantia nem uma previsão exata de inadimplência — agências já erraram ratings de forma notória em crises passadas. Rating mais baixo tende a exigir spread de juros mais alto para compensar o risco maior percebido pelo credor.

Exemplo prático

Não há rating real armazenado no Lume Educa para nenhum ativo do catálogo hoje. Para ilustrar a mecânica, de forma factual e verificável (não é dado do Lume Educa): a escala da S&P vai, do melhor para o pior, aproximadamente por AAA, AA, A, BBB (esses quatro dentro do "grau de investimento"), e depois BB, B, CCC, CC, C, D (grau especulativo) — sinais de "+" ou "−" afinam a posição dentro de cada categoria. Uma queda de rating de BBB− para BB+ (perdendo o grau de investimento) costuma ter efeito prático relevante: fundos e mandatos que só podem investir em dívida "grau de investimento" podem ser obrigados a vender ou reenquadrar essa posição, conforme as regras e os prazos previstos no próprio regulamento ou mandato — que pode prever um prazo de reenquadramento em vez de uma venda imediata —, independentemente da visão deles sobre o risco real da empresa.

Exemplo com dado real já coletado pelo Lume Educa — ilustra o cálculo, nunca uma recomendação sobre o ativo citado.

Armadilhas comuns

O rating do EMISSOR (a empresa como um todo) pode ser diferente do rating de uma EMISSÃO específica dessa mesma empresa (uma debênture com garantia real, por exemplo, pode ter rating mais alto que o rating corporativo geral do emissor). Também é comum confundir rating de crédito com recomendação de investimento (compra/venda) de uma ação — são conceitos totalmente diferentes: rating de crédito avalia risco de calote de dívida, não potencial de valorização de uma ação.

Este artigo explica um conceito de mercado e como o Lume Educa o calcula. Não é recomendação de compra ou venda de nenhum ativo.

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