Finanças em linguagem humana. / Sum-of-the-Parts (Soma das Partes)

Valuation

Sum-of-the-Parts (Soma das Partes)

Método de valuation que avalia cada segmento ou divisão de uma empresa separadamente, com premissas e múltiplos próprios, e depois soma os resultados para chegar a um valor total.

O que é

O método Sum-of-the-Parts (SOTP, ou Soma das Partes) parte da observação de que uma empresa com várias linhas de negócio distintas — comum em holdings, conglomerados e empresas com segmentos operacionais muito diferentes entre si — pode ser avaliada segmento por segmento, em vez de tratada como um único bloco. Cada segmento recebe seu próprio conjunto de premissas e, tipicamente, seu próprio múltiplo de mercado (como EV/EBITDA ou EV/Receita) ou seu próprio modelo de fluxo de caixa descontado, escolhido a partir de empresas comparáveis do mesmo setor daquele segmento específico. Depois de avaliado cada segmento isoladamente, os valores são somados para chegar a um valor agregado da empresa inteira, geralmente com ajustes adicionais para itens corporativos que não pertencem a nenhum segmento específico (caixa e dívida centralizados, despesas administrativas não alocadas, participações minoritárias). O racional técnico é que múltiplos de mercado tendem a variar bastante entre setores — aplicar um único múltiplo médio a uma empresa com segmentos de setores muito diferentes pode não capturar essa variação, enquanto avaliar cada segmento com o múltiplo típico do seu próprio setor tenta refletir essa diferença de forma mais direta.

Fórmula

Valor Total (SOTP) = Σ (Valor calculado de cada segmento) + Itens Corporativos não alocados (caixa, dívida, outros ajustes) O Lume Educa não calcula valuation por Sum-of-the-Parts para nenhum ativo hoje.

Como interpretar

O resultado de um Sum-of-the-Parts depende diretamente de quantos segmentos são definidos, de quais múltiplos ou modelos são escolhidos para cada um, e de como os itens corporativos não alocados são tratados — analistas diferentes, com critérios de segmentação e múltiplos igualmente defensáveis, podem chegar a valores agregados bem diferentes para a mesma empresa. O resultado é o valor calculado por essa metodologia específica com essas premissas específicas, não uma medida objetiva única do valor da empresa.

Exemplo prático

Exemplo hipotético: conglomerado com três segmentos — Segmento A avaliado em R$ 3,0 bilhões (aplicando um múltiplo de EV/EBITDA de empresas comparáveis do setor A ao EBITDA do segmento), Segmento B em R$ 1,5 bilhão e Segmento C em R$ 0,8 bilhão, mais um ajuste de −R$ 0,5 bilhão de dívida líquida centralizada não alocada a nenhum segmento. Valor Total = 3,0 + 1,5 + 0,8 − 0,5 = 4,8 bilhões. É um número ilustrativo; o Lume Educa não calcula valuation por Sum-of-the-Parts para nenhum ativo.

Exemplo com dado real já coletado pelo Lume Educa — ilustra o cálculo, nunca uma recomendação sobre o ativo citado.

Armadilhas comuns

A escolha de quais empresas comparáveis usar como referência de múltiplo para cada segmento é subjetiva, e segmentos menores ou menos divulgados costumam ter menos empresas comparáveis publicamente negociadas disponíveis, tornando essa escolha menos confiável para eles. A alocação de itens corporativos (dívida centralizada, despesas administrativas, participações minoritárias) entre os segmentos ou como bloco à parte também não segue uma convenção única entre analistas, e pode mudar bastante o valor agregado final.

Este artigo explica um conceito de mercado e como o Lume Educa o calcula. Não é recomendação de compra ou venda de nenhum ativo.

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