Finanças em linguagem humana. / Supply Circulante, Total e Máximo
CriptomoedasSupply Circulante, Total e Máximo
Três medidas distintas da quantidade de unidades de uma criptomoeda: quanto está em circulação hoje, quanto já foi emitido no total, e o teto máximo que o protocolo permite emitir.
O que é
Supply circulante é a quantidade de unidades atualmente disponíveis e em circulação no mercado. Supply total é a soma do supply circulante com unidades existentes ainda bloqueadas ou reservadas — por exemplo, alocadas à equipe do projeto sob um cronograma de liberação futura. Unidades permanentemente destruídas ("queimadas"), quando o protocolo tem esse mecanismo (metodologia usada pela CoinGecko, fonte dos dados de cripto do Lume Educa), deixam de existir e por isso já não entram nem no supply circulante nem no reservado — não é um desconto separado, é a razão de algumas moedas nunca chegarem ao supply máximo mesmo depois de todas as unidades previstas terem sido mineradas/emitidas em algum momento. Supply máximo é o teto que as regras vigentes do protocolo permitem emitir ao longo de toda a sua existência: alguns protocolos têm esse teto fixo e definido em código (o caso mais citado é o Bitcoin, com teto de 21 milhões de unidades), enquanto outros não definem limite máximo — nesses casos, o campo aparece como sem teto definido.
Fórmula
Supply Total = Supply Circulante + unidades existentes ainda bloqueadas/reservadas. Unidades permanentemente queimadas (quando o protocolo tiver esse mecanismo) já não fazem parte de nenhum dos dois termos, então não entram nesta soma. Supply Máximo (quando definido) é o teto que o Supply Total não pode ultrapassar enquanto as regras vigentes do protocolo forem mantidas — não uma impossibilidade matemática absoluta, já que regras de protocolo podem, em tese, ser alteradas por uma atualização aceita pela rede.
Como interpretar
As três medidas respondem perguntas diferentes: circulante mede o que está disponível agora; total mede o que já existe (circulando ou não); máximo mede o teto que o protocolo não pode ultrapassar enquanto as regras vigentes forem mantidas, quando esse teto existe. Comparar duas moedas apenas pelo supply circulante sem considerar se uma tem teto máximo definido e a outra não é comparar grandezas com dinâmicas de emissão futura diferentes.
Exemplo prático
O Lume Educa recebe e armazena os 3 valores hoje, por moeda, via CoinGecko (campos `supply_circulante`, `supply_total` e `supply_maxima`, tabela `indicadores_cripto`, também expostos pela API em `IndicadorCriptoOut`). Na tela /criptomoedas, porém, o layout visual hoje exibe apenas o supply circulante — supply total e supply máximo já estão ingeridos, armazenados e disponíveis nos dados do produto, mas ainda não aparecem no card de cada moeda. Dado real coletado em 09/08/2026: o Bitcoin aparece na tela com supply circulante de 20,1 milhões de unidades; o supply máximo conhecido do protocolo do Bitcoin é 21 milhões, embora esse número específico não seja exibido visualmente na tela hoje.
Exemplo com dado real já coletado pelo Lume Educa — ilustra o cálculo, nunca uma recomendação sobre o ativo citado.
Armadilhas comuns
Confundir supply total com supply máximo — o total é o que já foi emitido até agora, o máximo é um teto que pode nunca ser atingido (ou não existir). Outro erro comum é presumir que toda criptomoeda tem um teto máximo fixo como o Bitcoin: isso não é uma regra geral do mercado cripto, é uma escolha de design específica de cada protocolo.
Este artigo explica um conceito de mercado e como o Lume Educa o calcula. Não é recomendação de compra ou venda de nenhum ativo.