Indicadores oficiais
As séries que movem a economia brasileira, agregadas a partir de fontes oficiais (Banco Central, IBGE, FGV) — juros, inflação, atividade econômica, mercado de trabalho, setor externo e moeda.
Estes números descrevem a economia como um todo — nenhum deles avalia, recomenda ou desaconselha qualquer ativo específico do catálogo.
Mediana das projeções de cerca de 150 instituições financeiras, publicada pelo Banco Central toda segunda-feira. É a expectativa do mercado — não uma previsão do Lume, nem recomendação.
IPCA (inflação)
Data-base: 11/09/2026 · 147 instituições
Selic (juros)
Data-base: 11/09/2026 · 143 instituições
Data-base: 11/09/2026 · 142 instituições
PIB
Data-base: 11/09/2026 · 112 instituições
Data-base: 11/09/2026 · 111 instituições
Câmbio (R$/US$)
Data-base: 11/09/2026 · 113 instituições
Fonte: Banco Central do Brasil (Sistema de Expectativas de Mercado / Boletim Focus)
CDI
0,0517% a.d.
Certificado de Depósito Interbancário - taxa de juros das operações entre bancos. Principal benchmark de renda fixa no Brasil; quase todos os investimentos pós-fixados rendem um percentual do CDI.
Referência: 11/09/2026
Selic Overnight
0,0517% a.d.
Taxa Selic efetiva diária (over), apurada nas operações compromissadas com títulos públicos federais. Diferente da Selic meta - reflete a taxa praticada no mercado.
Referência: 14/09/2026
Taxa Referencial
0,17% a.m.
Taxa Referencial mensal calculada pelo Banco Central. Usada para corrigir a poupança, financiamentos imobiliários do SFH e o saldo do FGTS.
Referência: 01/09/2026
Taxa Selic
14,00% a.a.
Taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo COPOM (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. É a referência para todas as demais taxas de juros do país.
Referência: 15/09/2026
IGP-DI
0,06% a.m.
Como este indicador se liga ao mercado e ao seu balanço. São relações metodológicas entre conceitos — mecanismos, não previsões de para onde o mercado vai, e nunca recomendação.
Taxa Selic
Custo de capital
A Selic é a taxa básica de juros do país e uma referência central para as demais taxas; por isso baliza a taxa de desconto usada para trazer lucros futuros a valor presente. Quanto mais alta, mais 'pesado' fica descontar o futuro — o mesmo lucro projetado passa a valer menos hoje. Por isso, na teoria de avaliação, um aumento da taxa de desconto tende a reduzir o valor presente: mantidas as demais premissas, juros mais altos e valuation puxam em direções opostas.
Renda fixa e o custo de oportunidade
A Selic é a referência de baixo risco em reais da economia: o CDI costuma andar bem próximo dela e o Tesouro Selic acompanha a taxa (sujeito a marcação a mercado e custos). Quando ela sobe, a renda fixa passa a competir mais forte pelo dinheiro do investidor — é o custo de oportunidade de assumir risco em renda variável aumentando. É uma relação de conceitos, não uma indicação de onde investir.
Crédito e atividade
Juros mais altos encarecem o crédito para empresas e famílias. Na cadeia econômica, isso tende a esfriar o consumo e o investimento financiado — um mecanismo geral, sem prever quando nem quanto em nenhum caso específico.
O peso da dívida nas empresas
Empresas com dívida atrelada a taxas que acompanham a Selic podem pagar mais juros quando ela sobe — e aí o serviço da dívida consome uma fatia maior do resultado. Quanto disso vale para cada companhia depende do perfil da dívida dela (pós ou prefixada, prazo, hedge). É onde a macro toca o balanço — e dá para olhar isso ativo a ativo.
Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna, medido pela FGV. Mede a inflação considerando preços ao produtor, ao consumidor e da construção civil.
Referência: 01/08/2026
IGP-M
-0,22% a.m.
Índice Geral de Preços do Mercado, medido pela FGV. Tradicionalmente usado como indexador de contratos de aluguel e tarifas de energia elétrica.
Referência: 01/08/2026
INPC
-0,32% a.m.
Índice Nacional de Preços ao Consumidor, medido pelo IBGE. Reflete o custo de vida das famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos. Usado em reajustes salariais.
Referência: 01/08/2026
IPCA
-0,32% a.m.
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, medido pelo IBGE. Variação percentual mensal. É o índice oficial de inflação do Brasil.
Referência: 01/08/2026
IPCA 12 meses
4,22%
IPCA acumulado nos últimos 12 meses. Métrica usada pelo Banco Central para acompanhar a meta de inflação.
Referência: 01/08/2026
IBC-Br
110,22
Índice de Atividade Econômica do Banco Central. Proxy mensal do PIB, antecipando tendências da atividade econômica brasileira.
Referência: 01/06/2026
PIB mensal
R$ 1.149.931 mi
Produto Interno Bruto a preços de mercado, valores correntes em milhões de reais. Estimativa mensal do BCB.
Referência: 01/08/2026
Taxa de desemprego
5,30%
Taxa de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais (PNAD Contínua, IBGE). Trimestre móvel.
Referência: 01/07/2026
Reservas internacionais
US$ 371.018 mi
Saldo das reservas internacionais brasileiras em milhões de dólares americanos (conceito liquidez).
Referência: 11/09/2026
M1
R$ 645.341.217 mil
Agregado monetário M1 - saldo médio em mil reais (R$ mil). Soma do papel-moeda em poder do público e dos depósitos à vista.
Referência: 01/07/2026
M4
R$ 15.820.750.556 mil
Agregado monetário M4 - saldo médio em mil reais (R$ mil). Conceito mais amplo de moeda, incluindo títulos públicos federais em poder do público.
Referência: 01/07/2026
Setores sensíveis a juros
Alguns modelos de negócio são estruturalmente mais sensíveis a juros — os que dependem de crédito longo (imóveis, construção) ou de consumo financiado. É uma característica do setor, descrita de forma geral, nunca um juízo sobre uma empresa específica.