Finance in human language. / Dívida Líquida / EBITDA
EndividamentoQuantos anos de geração de caixa operacional (EBITDA) a dívida líquida de uma empresa representa — uma medida de alavancagem.
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A Dívida Líquida/EBITDA relaciona a dívida líquida (o que a empresa deve, menos o caixa e as aplicações que ela tem para quitar dívida) com o EBITDA (a geração de caixa da operação, antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Lê-se em "vezes": 2x significa que a dívida líquida equivale a cerca de dois anos de EBITDA. O Lume Educa calcula e exibe esse indicador a partir do balanço oficial que a empresa entrega à CVM: a dívida vem das linhas de empréstimos, financiamentos, debêntures e arrendamentos do passivo, e o caixa das linhas de disponibilidades e aplicações de curto prazo (excluímos caixa restrito, que não está livre para quitar dívida). Ao lado do número, mostramos os componentes da conta — você reproduz o resultado linha a linha. É o nosso diferencial: o número não vem de uma caixa-preta. Importante: este é o número CONTÁBIL, tirado do balanço padronizado. Muitas empresas divulgam no seu Release de Resultados um número GERENCIAL diferente — com "dívida líquida ajustada" e "EBITDA ajustado", segundo critérios próprios (excluindo itens não recorrentes, tratando arrendamentos de outra forma etc.). Os dois são legítimos e costumam divergir. Na prática, o mercado acompanha o número gerencial da companhia; nós mostramos o contábil, auditável, e recomendamos conferir o release oficial para o número que a própria empresa reporta.
Dívida Líquida / EBITDA = (Dívida Bruta − Caixa e Aplicações) ÷ EBITDA. No Lume Educa: a Dívida Bruta soma as obrigações onerosas do balanço anual da CVM (empréstimos, financiamentos, debêntures e arrendamentos, incluindo os de IFRS-16); o Caixa e Aplicações soma caixa, equivalentes e aplicações financeiras de curto prazo (fora caixa restrito/vinculado); o EBITDA é o dos últimos doze meses. O conceito de EBITDA é o regulado pela Resolução CVM nº 156/2022 (que substituiu a Instrução CVM nº 527/2012): resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Como a dívida é uma foto do fim do exercício e o EBITDA é um fluxo de 12 meses, as datas-base não são idênticas — é a convenção usual do mercado, e por isso mostramos os componentes.
Quanto MAIOR, mais alavancada a empresa (mais dívida por unidade de geração de caixa) — e maior a sensibilidade a juros e a quedas de resultado. Um valor NEGATIVO significa caixa líquido: a empresa tem mais caixa e aplicações do que dívida. Não existe um número "bom" universal: setores intensivos em capital (energia, saneamento) convivem com múltiplos mais altos que empresas leves em ativos. Compare sempre com pares do mesmo setor e com o histórico da própria empresa, nunca isoladamente.
Uma empresa com dívida bruta de R$ 380 bilhões e caixa mais aplicações de R$ 50 bilhões tem dívida líquida de R$ 330 bilhões. Se o EBITDA dos últimos doze meses foi de R$ 270 bilhões, a Dívida Líquida/EBITDA é 330 ÷ 270 ≈ 1,2x — cerca de um ano e pouco de geração de caixa para zerar a dívida líquida. Repare que o release da mesma empresa pode mostrar um número menor, usando o EBITDA ajustado dela (maior) e uma dívida líquida ajustada — daí a diferença entre o número contábil e o gerencial. Os valores mudam a cada balanço; o atual aparece na página do ativo, com os componentes ao lado.
Example using real data already collected by Lume Educa — it illustrates the calculation, never a recommendation about the asset mentioned.
1) Contábil não é gerencial. O número do balanço (o nosso) costuma diferir do que a empresa divulga no release, que usa EBITDA e dívida ajustados. Se você vir dois valores diferentes para a mesma empresa, provavelmente é isso — confira qual definição cada fonte usou. 2) Arrendamentos (aluguéis de longo prazo) entram na dívida desde a norma contábil de arrendamentos (IFRS-16). Isso elevou a dívida de varejistas e empresas com muitas lojas/frota a partir de 2019 — parte da alavancagem é esse efeito contábil, não dívida financeira nova. 3) EBITDA não é caixa. Ignora a necessidade real de investimento e de capital de giro; uma empresa com EBITDA alto ainda pode ter pouco caixa livre. 4) Em empresas com EBITDA próximo de zero ou negativo o indicador perde o sentido — nesses casos o Lume não exibe o número (mostra ausência).
See this indicator across every asset in the screener →
This article explains a market concept and how Lume Educa calculates it. It is not a buy or sell recommendation for any asset.